sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Imagine.
Tente imaginar o sol não se pondo com todo o seu brilho impossibilitando a lua de também brilhar, imagine o céu sem nuvens e na primavera folhas secas sem caírem pra dar espaço a novas folhas, imagine o mar com toda a sua imensidão sem o ardor da areia batendo em seus pés, imagine o silêncio perante um abraço em que uma palavra mudaria absolutamente tudo. Imagine; expresse, sinta. Imagine que tudo ao seu redor seja o que você sempre sonhou, imagine que a vida é simplismente a essência da felicidade e que precisamos apenas dela pra sorrir. Pena. É uma pena que não seja exatamente assim, é uma pena em que imaginar não é o mesmo que realizar; acontecer. É uma pena que não sejam sinônimos. Que tenhamos que ir bem mais além da imaginação, que precisamos correr atrás dos nossos sonhos, da nossa felicidade, dos nossos sentimentos. Só um tipo de imaginação funciona perfeitamente bem; em partes. Imagine a perca de algo que te faça sorrir, que te dê as estrelas como um simples presente, e que o impossível jamais faria parte do seu tal dicionário. Imagine a perca do seu abraço, dos seus carinhos, de toda a sua atenção, do seu beijo; do seu cheiro. Talvez um novo enxergara em uma nova direção um novo sentido.
— velsonm.
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